sábado, 9 de agosto de 2008
Uma grávida sonha muito, mesmo muito, ninguém diga que sabe o que são os sonhos antes de engravidar (também ninguém diga que sabe o que é ter sono, mas isso é outra questão). Tenho tido os sonhos mais incríveis e acho que só posso ter sonhado que as fraldas de pano que a minha tia me deu eram de linho do Egipto. Hoje descobri-as no meio da confusão que andei a arrumar e o rótulo diz que são 100% algodão e nada sobre a proveniência...
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Estou já perfeitamente consciente de que 12 fraldas de pano me vão fazer muito jeito. Já tenho em mãos um belo pacote de 12 fraldas de linho do Egipto (acho que foi isto que li no rótulo e posso apostar que este é o rótulo original de quando estas fraldas chegaram ao mercado - nunca pensei que ainda fosse possível algum produto manter um rótulo tão antigo, achei que já só fosse ver alguma coisa do estilo no Conta-me Como Foi). Em nome da honra das fraldas de pano, quero aqui avisar todas as futuras mães para não menosprezarem as fraldas de pano, porque isto é coisa de que não se fala nos livros de grávida (não nos que me emprestaram, pelo menos) e eu já tive que ouvir não sei quantas mães a dizer que as fraldas de pano são uma maravilha, servem para tudo, nunca uma mãe deve dizer mal das fraldas de pano. Eu, na verdade, não disse mal, só não imaginava que fossem precisas tantas, mas mesmo assim retiro o que disse.
terça-feira, 15 de julho de 2008
A minha tia dá óptimas prendas e prendas muito más, não me lembro assim de algo intermédio que não fosse carne nem peixe. Ela arrisca nas prendas, não é cá de indecisões e, portanto, o presenteado ou as ama ou odeia (como odiei a camisola preta supostamente idêntica a uma que a Lídia Jorge usou numa entrevista). Ontem, conversa assustadora ao telefone:
Ela - comprei-te um saco de fraldas
Eu - ah, está bem, obrigada (fixe, menos um que tenho de comprar, pensei eu)
Ela - depois tem de se lavar, é para aí um saco de 12...
Eu - lavar, as fraldas, compraste fraldas de pano?...
Ela - comprei-te um saco de fraldas
Eu - ah, está bem, obrigada (fixe, menos um que tenho de comprar, pensei eu)
Ela - depois tem de se lavar, é para aí um saco de 12...
Eu - lavar, as fraldas, compraste fraldas de pano?...
sexta-feira, 11 de julho de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
A notícia já tinha chegado via telefone, mas como sou muito desconfiada quis esperar que a carta chegasse (desde que a Clix me disse, via telefone, que tinha direito a um desconto que depois afinal não tinha, fiquei assim, só acredito nos papéis). Afinal, tenho direito ao subsídio pré-natal - uma fortuna, imagine-se, não chega a 90 euros. Quem esperava um não-é-muito-mas-faz-me-muito jeito, esqueça, não que seja mentira, mas é por essas e por outras que tantas vezes parece que nós, os portugueses, temos lorpas escritos na testa. Ainda por cima quase vou ter de pedir licença para poder gozar uma parte da licença de maternidade, portanto não estou para grandes agradecimentos. A carta não explica, mas desconfio que ainda não se trata de um passo atrás na recusa dos subsídios aos trabalhadores independentes - estou quase certa que é por ser mãe solteira, tadinha de mim.
A minha mãe já lhe chama Joãozinho, disse que eu tenho uma barriga muito jeitosinha e ofereceu-se para levar as futuras roupas dele para lavar (não me conseguiu apresentar grandes justificações, mas diz que tem de se lavar tudo à mão, pelo menos no início).
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Ele rebola-se muito na minha barriga enquanto estou sentada ao computador a trabalhar e isso faz com que seja mesmo muito difícil concentrar-me. É como se o meu corpo estive sempre a avisar-me que é com ele que tenho de me preocupar, e o meu corpo faz isso com tanta insistência quando estou ocupada que quase me sinto culpada quando ele, mais sossegado, permite que me distraia da gravidez. Às vezes por mim a pensar, um bocado preocupada: nos últimos 15 minutos nem me lembrei que estava grávida.
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