segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quatro dias com um bicho muito forte e muitas (mesmo muitas) músicas do Mickey

Três dias em casa (cinco, se contar com o fim-de-semana) com o João doente e ainda ouço as músicas da Casa do Mickey Mouse a martelar-me na cabeça. E a angústia, aquela angústia de "será que ele vai piorar, será que não melhora, o raio da febre não desce, espero mais um bocado ou vou outra vez ao médico?"... acho que ainda não superei. E até tive oportunidade de libertar os nervos, quando o pediatra me disse que era melhor esperar mais um dia, que ele até estava bem disposto, que não devia ser nada, que se a febre não cedesse fazíamos análises e eu desatei num pranto tão parvo tão parvo, que quanto mais pensava que era parvo mais chorava. Também ainda não recuperei da angústia de ter voltado a dormir aos pedaços, porque acordo com o choro dele e depois percebo que ele está a dormir, eu é que estava a sonhar.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Crise

Ontem, nos intervalos do trabalho, tive de ler o contrato de arrendamento, mandar um mail ao senhorio a acertar os últimos pormenores, preencher a ficha de inscrição do joão no novo infantário, pagar a inscrição, mandar mail ao infantário, ligar para a Clix, a Zon e o Meo depois de consultar os respetivos sites, ver preços, serviços, escolher, contratar o serviço, e ainda despachei três textos numa hora. Saí atrasada, passei pela mercearia para comprar pão, cenouras, bróculos e cebolas, e ainda trouxe duas caixas para as mudanças. Fui buscar o joão, fomos para casa eu, ele, as caixas e as compras, liguei-lhe a televisão, descongelei o peixe, cortei os legumes, fui empacotar, primeiro na cozinha depois no quarto, apanhei a roupa, meti roupa na máquina, passei a ferro porque o miúdo já não tinha t-shirts para vestir, interrompi para lhe dar banho, dei-lhe banho, vesti-o, meti o peixe a grelhar, liguei outra vez o ferro para passar o vestido para o casamento de amanhã, fui espreitar o peixe, acabei de encaixotar, dei o jantar ao joão, comi, lavei a loiça. Estava a acabar de limpar o chão da cozinha quando a máquina acabou de lavar, fui estender a roupa, sentei-me no sofá e o P. chegou. Primeira pequena crise já não sei exatamente porquê, mas basicamente foi porque estava demasiado cansada e impaciente. Mudei a fralda ao joão (fiz questão, não sei porquê) e ele deu-lhe o leite. Sentei-me no sofá outra vez a tentar desligar. Depois veio o P. tentando sensibilizar-me para o problema de um amigo e eu já não conseguia pensar em nada. Acabei a noite em lágrimas, de nervos e de cansaço, como se a minha cabeça já não conseguisse suportar mais informação. Hoje tenciono chegar a casa e não fazer nada a não ser depilar as pernas e estar com o joão.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O armário dos livros

O joão é um pestinha (sim, as birras voltaram, mal voltámos à rotina), mas no infantário a única queixa habitual diz respeito à sesta - é o último a adormecer, dá voltas e voltas na cama, é o primeiro a acordar, começa logo a palrar e dorme sempre pouco. Ontem, pelos vistos, enfiou-se no armário dos livros quando chegou a hora de deitarem os meninos. Quando a educadora me contou, ele pôs um sorriso de quem sabe que fez asneira mas até está orgulhoso da ousadia.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ansiosa

outra vez, mas de uma ansiedade boa, assim um nervoso miudinho, porque logo vamos outra vez ver a possível casa nova e possivelmente tomar uma decisão.

oao

É oficial. Ele já diz o nome dele. Possivelmente já dizia há algum tempo, sempre que perguntavamos "quem é este" e apontávamos para ele. Mas João dito sem "jota" e sem til fica assim uma coisa estranha - oao. Por isso é que acho que ele já dizia há algum tempo, mas ninguém percebia, parecia mais uma chinesada. Como não percebiamos não lhe diziamos "muito bem" que é o que é preciso para estimular os miúdos, e ele desistia, ficava a olhar para mim calado, como quem diz "mas o que é que tu queres?". Agora percebo que era mais como quem diz "outra vez? não ouviste?".

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Estou com...

... uma ansiedade filha da mãe desde que acordei, tanta que hoje precisava de chegar a casa, atirar-me para o sofá e ficar ali, sozinha, a ver se passa, sem ter de pensar em fazer jantar, dar banho ao joão, vesti-lo, dar-lhe de comer, limpar o chiqueiro que fica depois da refeição, ouvir os desenhos animados, tirar e pôr dvd's ao ritmo da instável vontade de sua excelência. Pode ser que passe quando chegar a casa e tiver de fazer tudo e muito mais - tenho ideia de ontem ter visto o cesto da roupa tão cheio que metê-la na máquina não vai poder passar de hoje. Também sei que tenho o gás a acabar, pelo que existe o risco de acabar mesmo e eu ter de me meter no carro com o joão e a botija e ir até ao outro lado da cidade buscar uma nova. E se calhar ainda pego no aspirador e aspiro a casa toda. Passar a ferro é que não garanto.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Memória futura 2

Há dois dias que faz xixi no pote antes de tomar banho. Anteontem disse "anda cá" na perfeição, com as letrinhas todas. Já começou a dizer o nome dele, mas só quando lhe apetece porque ainda não lhe sai muito bem - "oao". Durante as refeições está sempre a pedir "qué mata (tomate)" e enquanto o mesmo estiver à vista (no prato dele ou no dos outros), não pára. No fim, acha que a sobremesa é sempre "mana (banana)". Está de férias, mas já diz o nome de quase todos os colegas do infantário e das educadoras - Tiá (Tiago), Pedá (Pedro), Laúa (Laura), Sara, Gui, Timtim (Martim), Mata (Marta), Na (Xana). Dorme com o Mé (Manelinho) e o Mitéi (Mickey). Já diz Mimi (Minie) e Pete. O Nó (Noddy) passou a ser o Nóia. Também diz Sonsó (Sonso, o duende) e "jamais", que é o que eu lhe digo quando olho para as sapatinhas brancas de pano que lhe comprei e que estão sempre um nojo de sujas.